OBSERVATÓRIO: O setor
atacadista no estado de Mato Grosso do Sul, em junho representou 17,90% do ICMS
total, obteve o maior incremento em relação a 2014 no mês de janeiro, e bom
crescimento também no mês de abril, com R$ 119.434,00 (em mil) de arrecadação.
No restante do período verificado o crescimento esteve abaixo da inflação, ou
com valores negativos (fevereiro e março).
Longen diz que unificação do ICMS provocaria fuga das indústrias do Estado
OBSERVATÓRIO: Sérgio
Longen, presidente da FIEMS (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso
do Sul) defende que a reforma do ICMS pode ser prejudicial para o estado.
A preocupação é justificada, pois com a proposta que tramita no
Senado Federal de unificar em 4% as alíquotas atuais (12% - Estados em
desenvolvimento e 7% - Estados desenvolvidos) as indústrias iriam
buscar as regiões que são naturalmente mais competitivas, face a proximidade do
mercado consumidor. Como por exemplo a região sudeste.
A proposta de
alíquota única terá duplo impacto. Além de acabar com o atrativo da
diferenciada carga tributária regionalizada, deixará a maioria dos estados
órfãos de uma política de desenvolvimento regional. Aumentando a relação
de dependência do Governo Federal com a já conhecida e ineficiente política de
criação de fundos e repasses compensatórios.
Uma análise dos últimos dez anos comprova que esta diferenciação
das alíquotas interestaduais cumpriu seu papel, onde a distribuição da
arrecadação nominal do ICMS no Brasil cresceu na Região Norte (0,49%), Nordeste
(1,44%) e Centro-Oeste (0,65%) ; e diminuiu no Sudeste (2,47%) e Sul (0,12%).
Apenas para o MS representou um acréscimo de 0,18% na fatia do
bolo nacional, significando 702 milhões a mais no ano de 2014, ou seja, o valor
correspondente a um mês adicional de arrecadação do imposto.
Estudo: Observatório Econômico – SINDIFISCAL/MS
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.
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| Distribuição da Arrecadação do ICMS Nacional (Elaborado pelo Fato Gerador) |
Delcídio garante que MS não perderá receita com unificação do ICMS
| Senador Delcídio do Amaral |
OBSERVATÓRIO: O
Senador Delcídio do Amaral (PT/MS) garantiu que a proposta de modificação do
ICMS não afetará de forma negativa o estado do Mato Grosso do Sul.
O
Senador, explicou que com a unificação o imposto será cobrado no destino do
produto e não na origem deste, e também sustentou a proposta de criação de um
fundo para compensar possíveis prejuízos que possa vir a acontecer. Esse fundo
seria “abastecido” pela tributação da repatriação de dinheiro depositado por
brasileiros em outros países.
Enfatizou
ainda que nenhum Senador realizaria um projeto que pudesse prejudicar o seu
estado.
Mas como manter as empresas sem o atrativo da carga tributária diferenciada? E
como mensurar essas perdas? E como mensurar as potencias empresas que não mais
virão? E qual será a nova política de "ESTADO" capaz de promover o
desenvolvimento regional no país?
Trocar o certo - que só em junho/2015 representou R$
109.731.000,00 (ICMS - Setor do Comércio Atacadista) e R$ 32.705.000,00 (ICMS -
Setor da Indústria), pelo obscuro e duvidoso - a velha e conhecida política dos
imbróglios de fundos e repasses ao bel prazer da União.
Estudo: Observatório Econômico – SINDIFISCAL/MS
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.
Unificação das Alíquotas Interestaduais do ICMS
OBSERVATÓRIO: O ICMS
é a principal fonte de receita dos Estados. Para Mato Grosso do Sul representa
mais de 50% das receitas totais. Assim, a
atual discussão da reforma do ICMS trouxe preocupação ao
governo, pelas propostas apresentadas que visam reduzir
as alíquotas interestaduais hoje praticadas.
As
alíquotas vigentes (7% - Estados desenvolvidos e 12% - Estados em
desenvolvimento) cumpriram até aqui seu papel promotor de distribuição do
desenvolvimento regional. Por outro lado fomentaram a chamada "Guerra
Fiscal", sendo observada queda da arrecadação potencial do imposto, e na
esfera judicial culminando
em ações de inconstitucionalidade ajuizadas no STF
pelos estados “ditos” prejudicados.
A
proposta do Governo Federal para reforma do ICMS prevê uma uniformização e
redução gradativa das alíquotas ao patamar de 4% até 2025, pela
proposta original.
Estudo: Observatório Econômico – SINDIFISCAL/MS
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.
A tabela abaixo exibe as alíquotas interestaduais:
Governo estuda reduzir ICMS da energia e avalia impacto da diminuição no diesel
| Secretário da Fazenda Márcio Monteiro |
OBSERVATÓRIO: O
Governo do Estado do Mato Grosso do Sul irá prosseguir com a avaliação do
impacto que a redução (de 17% para 12%) do ICMS sobre o diesel teve sobre as
contas do estado.
Segundo o Secretário da Fazenda Márcio Monteiro o interesse do
estado é de manter essa redução para o diesel, mas para isso depende dos
resultados observados.
Um novo projeto de redução do ICMS começa a ser analisado segundo
o Secretário, sobre a energia elétrica, pelo seu grande impacto em todos os
segmentos da sociedade. Porém essa redução ainda é uma expectativa, a ser
concretizada após avaliação da experiência com o diesel.
Em junho/2015, a receita com o ICMS do setor de energia elétrica
foi de R$ 46.101.000, e representa cerca de 7,4% de toda arrecadação do
imposto. Já o setor de combustíveis respondeu por uma arrecadação de R$
226.016.000,00, cerca de 36% do total arrecadado pelo ICMS.
Estudo: Observatório Econômico – SINDIFISCAL/MS
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.
Comissão que acompanha redução da alíquota do ICMS pressiona para valor atingir a meta
OBSERVATÓRIO: A
diminuição da alíquota do ICMS do DIESEL no estado de Mato Grosso do Sul ainda
passa por acompanhamento, pois a medida está em período de teste podendo ser
revogada se não alcançar o seu objetivo.
A questão é complexa por envolver vários
agentes na cadeia de produção e distribuição até que chegue ao consumidor,
assim o desenvolvimento acontecerá através de reuniões entre os principais
envolvidos a fim de encontrar a melhor formulação para uma resolução que
beneficie a todos.
Este acompanhamento é de suma
importância para o estado, visto que o setor de combustíveis representa mais de
35% das receitas do ICMS. E o objetivo final é estimular o aumento do consumo,
porém equalizando a queda da receita correspondente no médio prazo.
Estudo: Observatório Econômico – SINDIFISCAL/MS
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.
Balança comercial fecha julho com superávit de US$ 2,379 bilhões
OBSERVATÓRIO: Com o
câmbio atual desvalorizado (real fraco em relação à moeda estrangeira) o
consumo de bens importados diminui. Para a exportação o efeito do câmbio
deveria impulsionar o setor e assim trazer ganhos reais a balança comercial do
país.
Por outro lado devemos considerar o
momento econômico do país, que vive uma crise dupla e atípica, intimamente
relacionadas - econômica e política. Fatores que desestimulam o consumo e
a produção, com reflexos diretos sobre as importações e exportações.
Anulando a vantagem do câmbio desvalorizado.
O anúncio de superávit deveria ser
motivo de comemoração em condições normais, porém como já elucidado, tal
resultado é fruto da peculiar queda tanto das importações (19,5% menores que
2014, de janeiro a julho) como das exportações (15,5% menores que 2014, de
janeiro a julho), onde as importações apresentaram uma queda mais significativa
o que refletiu o resultado observado.
O Centro-Oeste vem cumprindo papel de
destaque, impulsionado pelo agro negócio que tem puxado a reboque os resultados
positivos da economia nacional. Mato Grosso do Sul em especial, no período
considerado (Janeiro a Julho de 2015), embora tenha observado 13% de queda nas
exportações e 29% nas importações em valores (US$) relativos a 2014, teve um
superávit de US$ 2.152.658.130,00 (excluído os valores de importação do Gás
Boliviano, destinados a SP), com 9% de redução. Considerado apenas o mês de
julho, o superávit da balança estadual registrou US$ 241.175.696,00, incluindo
as importações do Gás Boliviano.
Fonte dos dados: MDIC
Equipe de pesquisa do
Observatório Econômico:
Marcos Miranda
Rodrigo da Rocha.


